A Espera
Augusta Schimidt

Tudo é silencio, a tarde já começa
Julguei ver-te surgir, mas era engano
Com lágrimas nos olhos lembro a promessa...
Cala-te coração, és desumano!

O céu desfaz-se em lágrimas sentidas
É a chuva que percebe a minha dor
Passa o dia, são as horas mais sofridas
Te espero, ansiosa com ardor.

Já tenho pouco tempo, a vida é curta
Sabes que me preparo pra partir
Mas espero o abraço antes de ir...

Mas eis que tu apareces de repente
O teu sorriso largo traz-me a cura...
Sei que vale esperar-te eternamente!